Seu evento engaja os participantes através dos 5 sentidos?

 

Texto: Vanessa Martin

Logo ao chegar ao evento, a expressão no rosto dos seus convidados mostra que ficaram impressionados com a recepção. Durante o evento, eles demonstram satisfação e estão envolvidos um com o outro e com as atividades oferecidas pelos patrocinadores. Ao retornarem para suas casas, o saldo de posts, fotos e vídeos são os mais positivos possíveis!

Nossa!! Este é o sonho de consumo de qualquer organizador de eventos, não é mesmo?! E, certamente, o seu também! Mas a pergunta que todos querem mesmo fazer é: Como posso obter este resultado com o meu evento? Será tão difícil assim conseguir este nível de envolvimento?

Como engajar?

Tenho que confessar que, ao longo de tantas décadas estudando e trabalhando com evento, nunca encontrei uma resposta simples para estas perguntas. Na verdade, a cada ano, todas as pesquisas confirmam crescimento consistente no grau de exigência por parte de participantes e clientes por eventos motivadores e com alto retorno de investimento. Desta forma, o organizador tem que se esforçar cada vez mais para conseguir superar as expectativas destes stakeholders.

A tecnologia em eventos oferece cada vez mais múltiplas opções para conseguir este engajamento. E elas começam já na definição do que é tecnologia para este mercado. Posso garantir que ela transcende, e em muito, os aplicativos para eventos e as mídias sociais, que são por si só um universo de opções possíveis.

Mas o que é engajamento?

Mas vamos voltar para o principal para o evento e objeto deste artigo: o engajamento! Por conceito, engajar é se aplicar a alguma atividade por e com vontade própria. Ou seja, é realizar ação com motivação e ser estimulado a agir. Por que isso é tão importante em eventos? A reação indica resultado ao estímulo dado. O que sempre se espera é que ambos sejam positivos para o evento.

A explicação é científica: todo comportamento resulta de processos neurológicos que, por sua vez, são programados através de representações neurais motivadas pelas sensações geradas por estímulos externos tais como cheiro, tato, olhar, etc. A Programação Neurolinguística (PNL) é um conjunto de técnicas que busca entender estes processos internos.

Os eventos multi sensoriais

A motivação e o engajamento obtidos em eventos são resultados diretamente proporcionais aos sentidos despertos, ou seja, o envolvimento é tão maior quanto mais sentidos forem focados e com maior intensidade. Afinal, o ser humano é um ser complexo. Por isso, ganham força os multi-sensory events, ou eventos multissensoriais, nos quais são ativados vários sentidos humanos. O motivo: oferecem eventos mais memoráveis.

Se pararmos para pensar melhor, a produção e a vivência do evento multi sensorial já são realidade. Um pouco tímida é verdade ou, pelo menos, em menor intensidade e quantidade de alternativas do que poderiam ser, mas já acontecem. Como, por exemplo, as ativações de luz, a realidade visual e aumentada, os túneis de acesso e os eventos culinários, entre tantos exemplos.

Por outro lado, também fica muito claro e transparente sobre o muito que o mercado ainda pode fazer para abraçar mais fortemente as experiências sensoriais. Afinal, nossos sentidos representam o melhor, senão o único, trampolim para as nossas experiências.

Produzir eventos que incorporam os cinco sentidos (visão, som, cheiro, gosto e toque) é a melhor opção para eventos memoráveis e impactantes. Use sua maravilhosa criatividade e as infinitas alternativas, tecnológicas ou não, para encontrar as opções que destacarão seu evento de seus concorrentes!

Seus clientes agradecem!

Para saber mais:

https://helloendless.com/engaging-five-senses-event-planning/

https://inlpcenter.org/what-is-neuro-linguistic-programming-nlp/

http://www.londonandpartners.com/media-centre/press-releases/2015/20151013-events-industry-not-using-sensory-experiences-to-their-full-potential-according-to-new-study

Fonte: https://www.revistaeventos.com.br

 

 
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Over-turismo: as cidades pedem socorro!

 

O excesso de turistas prejudica cidades e atrações, afeta a vida dos moradores, e cria dificuldades até para o próprio visitante

Texto: Fabio Steinberg

Muralha Humana – que turista tem vontade de fazer passeio tão tumultuado na muralha da China?

Como praga de gafanhotos, cidades de interesse turístico estão sendo invadidas. A ocupação predatória e descontrolada até ganhou nome: over-turismo.

Este fenômeno ocorre sempre que uma cidade atinge sua capacidade de máxima de visitantes. Passa então a conviver com trânsito humano, filas intermináveis nos pontos de interesse, e custo de vida alto, entre outros fatores. Com isto, torna-se nada hospitaleira para quem chega, e insuportável para quem nela mora. Um estudo da agência holandesa TravelBird apontou Barcelona (Espanha) com a maior vítima do over-turismo. Ela é seguida por Mumbai (India), Amsterdam (Holanda), Veneza (Italia) e Hanoi (Vietnam).

Ninguém quer eliminar o turismo, mas buscar o equilíbrio. Ou seja, evitar que o excesso de visitantes afete a preservação das cidades e a qualidade de vida dos moradores.

Turismo em expansão

O turismo mundial dobrou em 15 anos para 1.2 bilhão de pessoas por ano. Seduzidos pelos gastos dos visitantes, destinos como Barcelona, Veneza e Reykjavík, esqueceram de se equipar para as consequências.

No Brasil, há bolsões isolados de over-turismo. É o caso de Ilhabela, no litoral paulista. A cidade não aguenta mais o caos que multiplica a população de 40 mil por quatro a cada feriado. Falta d’água, blecautes, e engarrafamentos colossais levaram a cidade a estuda medidas restritivas, como rodízio de veículos.

Mas há casos de sucesso. Como Bonito, no Mato Grosso do Sul. Sem se deixar seduzir pelo canto da sereia, a cidade estabeleceu cotas para as principais atrações e encantos naturais. Já o arquipélago de Fernando de Noronha combinou taxas, restrições e custo de vida extorsivo, e que na prática inviabiliza a visitação em massa.

Bonito – a cidade de Mato Grosso do Sul dá exemplo de harmonia entre turismo e preservação ambiental

Soluções para over-turismo

Será o over-turismo insolúvel, ou há fórmulas de promover o turismo sustentável? A Skift, empresa de inteligência da indústria de viagens, indicou cinco tendências.

A primeira é limitar as opções de transporte. As companhias aéreas low-cost e os meganavios promovem hoje inundações humanas instantâneas em cidades turísticas. Por exemplo, o número de 100 mil cruzeiristas por ano durante os jogos olímpicos de Barcelona deve saltar para 2.7 milhões em 2016. É para fugir de situações análogas que Veneza decidiu proibir que cruzeiros atraquem no seu porto central.

A segunda tendência para evitar o over-turismo é tornar a cidade mais cara. Além do barateamento dos transportes de massa, serviços de “homesharing” como o Airbnb reduziram os custos de hospedagem. Países como a Islândia – hoje com mais turistas que habitantes – incentivam acomodações de luxo, para trocar maior número de turistas pelos mais endinheirados. As cidades estudam ainda aumentar a taxação de hotéis, locação de apartamentos e cruzeiros em alta estação. Pontos de elevada visitação como as ilhas Galápagos e Machu Picchu já adota a fórmula há décadas.

Fontana De Trevi – com tanta gente na frente não dá nem para jogar a tradicional moedinha na água da fonte

A Skift também identificou o uso crescente do marketing e educação para administrar os efeitos negativos do over-turismo. New York desenvolveu uma campanha que canaliza hordas excessivas de visitantes de Manhattan para o Brooklin. Outro desafio das cidades é melhorar o próprio viajante, que nem sempre se comporta e respeita lugares e tradições.

Desunião crônica

Está em alta também maior colaboração entre os interessados em contornar o over-turismo. O melhor exemplo é o Brasil, onde uma crônica desunião da indústria faz as “tribos” cuidarem apenas dos próprios territórios. Falta uma organização única para a gestão integrada dos destinos.

A quinta, e mais óbvia das tendências, é proteger as áreas com grande trânsito de turistas. Assim, Barcelona criou regras para os tours, como limitar o tempo de permanência de grupos para reduzir o congestionamento em áreas populares.

Criatura e criador

O turismo sempre determinou o grau de desenvolvimento das cidades. Hoje ocorre o contrário. Lugares como Disney World ou hotéis em Las Vegas foram construídos para receber turistas. Depois, passaram a abrigar eventos, e com a evolução se tornaram centros residenciais. Agora, ironicamente os moradores não querem ser incomodados por turistas. É o clássico caso da criatura que se volta contra o criador.

Mar de gente– o turismo de massa torna insuportável a vida tanto para o turista como para o destino

Fonte: www.turismosemcensura.com.br

 
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O setor de eventos é essencial para uma economia saudável e próspera

 

Texto: Vanessa Martin

Esta é a principal conclusão de mais novo estudo sobre a importância econômica do setor de eventos nos EUA, encomendado pelo Events Industry Council e elaborado pela Oxford Economics. Foi apresentado ontem (21/02/18) para a imprensa e o mercado.

O estudo constatou que os eventos presenciais desempenham papel fundamental para a economia nacional e para o fortalecimento dos principais setores econômicos dos EUA:

  • De 2009 a 2016, o setor cresceu 23% gerando US$ 325 bilhões em gastos diretos e US$ 845 bilhões em geração de negócios.
  • Gerou US$ 104 bilhões em impostos federais, estaduais e locais e contribuição de $ 446 bilhões para o Produto Interno Bruto;
  • Em 2016, 251 milhões de participantes participaram de 1,9 milhões de eventos. Por permanecerem mais tempo no país, 11% das despesas são gastas pelos participantes internacionais, apesarem de ser apenas 2% do total de participantes.
  • A cada US1 gasto em eventos presenciais gera benefício adicional de 160% para a economia norte-americana (US$ 1,60).
  • Gastos diretos de grupos de 43 participantes em eventos, garantem um empregos nos EUA. O mercado de eventos nos EUA gera mais empregos diretos do que o setor de alimentos, automóveis, produtos químicos e máquinas. E mantém mais empregos do que o setor de telecomunicações e as indústrias de extração de petróleo e gás.

Acredito que uma das mais importantes questões levantadas está exatamente em quantificar, de maneira clara e inquestionável, a grande importância econômica que o setor de eventos tem para o país. Esta é uma das mais fortes argumentações que um líder pode ter para negociar maior relevância e melhores benefícios para o setor.

Com a magnitude a abrangência que o mercado de eventos possui, só mesmo uma ação que mobilize todo os principais setores diretos para conseguir este resultado, como o Events Industry Council, composto por 30 associações do setor de eventos que representam 103.500 mil pessoas e 19.500 empresas.

Como há sempre um aprendizado e lição de casa que se pode fazer melhor na próxima vez, oxalá notícias como esta sirvam para mostrar as inúmeras vantagens que estudos estratégicos de mercado, que tenham credibilidade e sejam executados exemplarmente, podem trazer para gestão de empresas, de mercado e de um país.

Que venham muitos outros estudos similares feitos em nosso país!

Para acessar o estudo completo:

http://www.eventscouncil.org/docs/default-source/default-document-library/oe-eic-meetings-significance—2018-february.pdf

Fonte: http://www.eventscouncil.org/Newsroom/headlines/2018/02/21/meetings-events-industry-releases-new-economic-impact-data

Fonte: https://www.revistaeventos.com.br

 

 
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Boas práticas nas redes sociais

 

Algumas boas práticas de Redes Sociais podem de fato garantir o seu sucesso profissional e também pessoal

Mas não se engane: ao mesmo tempo que o seu perfil pode alavancar a sua carreira, o que você faz neste universo pode se tornar uma armadilha cruel e derrubar qualquer chance de se dar bem.

“Não há como frear a evolução das redes sociais. A cada dia, mais e mais pessoas entram nelas, seja Facebook, Instagram ou LinkedIn, dependendo do perfil de cada pessoa. Isso significa que cada pessoa precisa demandar mais cuidados com cada um dos processos dentro de cada rede. Claro que nem sempre um profissional sabe exatamente o que fazer, mas o ideia é estruturar bem as suas redes e cuidar das postagens.” explica Ediney Giordani, CCO da KAKOI Comunicação.

Confira algumas dicas de Ediney Giordani para se destacar nas redes sociais e fazer um bom gerenciamento das suas redes sociais e arrasar nos negócios.

1 – Foto de perfil
Cuidado. Seja foto do Facebook, do Whats, ou de qualquer outra rede ela literalmente te representa. Escolha uma imagem que demonstre a sua seriedade profissional, esqueça fotos de praia ou um pouco mais ousadas, eles não representam o profissional que você é.

2 – Sem convites
Mesmo os parentes e amigos mais chegados não gostam de um modo geral de convites inesperados para jogos web ou ainda para eventos, além disso, as pessoas irão ver na sua timeline que você tem interesse no evento, se for recíproco eles mesmo irão até a página.

3 – Não exponha as pessoas ou se exponha
Sabe aquele clique despretensioso em que o colega não está preparado para tal ou ainda para em um situação vexatória devem ser evitadas, isso vale para Redes e Grupos do Whats.

4 – Não faça spam no WhatsApp
O WhatsApp deve ser usado para comunicação, não para repassar correntes ou grupos ou ainda pedidos que nada tem relação com o trabalho.

5 – Áudios longos? Só se pedidos
Antes de enviar um longo áudio certifique-se que as pessoas querem receber áudios, gostam de receber áudios ou se preferem um e-mail ou mensagem, tal prática demonstra respeito por seu interlocutor que muitas vezes pode nem sequer ouvir um áudio com mensagens importantes.

6 – Fake news? Fuja!
Compartilhar links falsos, cuja credibilidade são questionáveis é um tiro no pé do profissional, se este não tem cuidado em que pesquisar o que posta, o que mais ele deixa de lado? Só compartilhe links dos quais tem certeza e de fonte fidedigna.

7 – Post Políticos? Ideológicos? Nunca!
Há um velho ditado que diz que política, futebol e religião não se discute, e não se discutem mesmo. Não perca a oportunidade de nada dizer, use com sabedoria a sua opinião e evite discursos políticos prontos. Eles não acrescentam nada e ainda podem causar grande antipatia com seu interlocutor, que pode ser um bom contato profissional.

8 – Separe o Profissional do Pessoal
Saiba como manter uma relação saudável. Use o LinkedIn, por exemplo, para relações profissionais enquanto o Facebook para o pessoal, enfim, é importante saber quando usar um ou outro e lembre-se: os filtros de privacidade vão te ajudar neste quesito.

9 – Pense em sua marca
Cada um parece com aquilo que posta. Então pense em como você vai ficar marcado, como as pessoas vão lembrar de você, que imagem você quer passar? Assim você será conhecido nas redes.

10 – Empatia, Simpatia, sempre
Nada melhor do que a boa e velha simpatia para manter as suas redes sempre em alta. Isso faz toda a diferença, as pessoas gostam de conversar com quem tem alto astral. Acredite, vai te ajudar a fechar novos negócios, manter clientes fiéis e ter uma rede social vencedora.

Fonte: www.administradores.com.br

 
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Turismo médico: o lucrativo roteiro da saúde

 

Todo ano 14 milhões de viajantes gastam 500 bilhões de dólares em tratamentos médicos internacionais

O aumento exponencial dos custos com saúde provocou acirrada concorrência entre países pelos tratamentos médicos

Texto: Fabio Steinberg

Um tipo de turismo internacional cresce disparado em relação aos outros, revela um artigo da EyeforTravel. Por trás do nome genérico de turismo médico há um imenso “saco de gato”. Nele cabem não só a Medicina tradicional como extensa gama de tratamentos sob o rótulo de “saúde e bem-estar”. Vão do estético ao relaxamento físico ou espiritual.

Tratamentos não emergenciais permitem compatibilizar saúde com lazer

O tamanho do mercado

Não é para menos que países antenados com a tendência estejam em ávida disputa entre si. Afinal, são 14 milhões de pacientes que cruzam as fronteiras internacionais todos os anos. Em cada viagem gastam em média 3.800 e 6.000 dólares – entre despesas médicas, transportes e hospedagem.   De acordo com o Lonely Planet, o segmento se expande a invejáveis taxas anuais de 10%, em um mercado que já atingiu 500 bilhões de dólares.

Todo ano 14 milhões de pessoas embarcam para o exterior atrás de tratamentos médicos mais em conta

Os campeões do setor

Os Estados Unidos lideram o campeonato mundial da categoria com gastos anuais estimado em 200 bilhões de dólares, segundo o Global Wellness Institute. Também pudera: é possível ao cidadao norte-americano economizar gastos médicos em até 90% na Índia, 80% na Malásia e Tailândia e 65% na Turquia.

A segunda colocada é a Alemanha, com despesas da ordem de 60 bilhões de dólares. A China também apresenta um crescimento acelerado, e de um ano para outro dobrou os gastos para 30 bilhões de dólares.

Quem é o paciente?

Potencialmente, há dois grupos interessados neste tipo de viagem internacional. De um lado, são os que buscam serviços de qualidade nem sempre disponíveis onde vivem. De outro, aqueles que correm atrás de melhores custos e prazos de atendimento para suas necessidades médicas.

O turismo médico global já representa um mercado estimado em 500 bilhões de dólares

Os tratamentos mais frequentes são dentários, cirurgias eletivas (não emergenciais), fertilidade, e cosméticas. Países desenvolvidos como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Japão, Canadá e França tendem a atrair pacientes interessados em tratamentos mais avançados.

Na Medicina mais convencional, a disputa se dá entre países como África do Sul, Tailândia, Malásia, Singapura, a maioria deles interessada   em abocanhar um pedacinho do filão que até recentemente era explorado com sucesso apenas pela Índia. Dubai desponta como polo médico e já ocupa o 16º lugar global, e quer meio milhão de clientes por ano até 2020.

Os principais players

Não importa nacionalidade ou local do médico, pois o paciente vai ao país onde o tratamento existir e for mais em conta

Uma publicação norte-americana especializada (Patients Beyond Borders) divulgou um ranking dos principais destinos internacionais voltados ao turismo médico. São eles Estados Unidos, México, Costa Rica, Israel, Índia, Singapura, Malásia, Coréia do Sul, Taiwan, Tailândia e Turquia.

O Brasil infelizmente não se encontra entre os países de peso no turismo médico. É uma pena. Afinal, junto com tratamentos os pacientes internacionais consomem diárias de hotel, transportes, alimentação, tours, produtos e serviços. E quem mais ganharia com isto? A economia do país.

Fonte: www.turismosemcensura.com.br

 
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Roteiros: Degustar Portugal com Rogério Ruschel

 

Winelands, a especialista em enoturismo de Excelência de Portugal, lança dois roteiros tendo como guia Rogerio Ruschel, editor de In Vino Viajas

Por Rogerio Ruschel

Meu estimado, leitor ou leitora, estou muito feliz e quero compartilhar com você esta alegria: realizando um sonho, estou lançando dois roteiros de viagens em Portugal dos quais sou o guia, projeto em parceria com uma das mais respeitadas agências de turismo receptivo do país. Há pelo menos três anos penso em montar um roteiro valorizando a cultura do vinho em terras portuguesas, muitos leitores e amigos me incentivavam e até tive convite para fazer isso, mas faltava algo que agora tenho: senioridade, experiência e um certo grau de humildade. Na foto abaixo, a Sala do Capitulo em Beja, capital do Médio Alentejo, onde já fui da comissão julgadora do concurso de vinhos Vinipax.

Pois é, finalmente depois de muitos anos conhecendo, perguntando e pesquisando e como resultado de uma viagem de 30 dias fazendo uma road-trip pelo país para visitas detalhadas, estão prontos dois roteiros de enoturismo e cultura do vinho em Portugal dos quais serei monitor: Degustar Portugal em Setembro (5 a 15/09) e Degustar Portugal em Outubro (10 a 20/10) by Rogerio Ruschel. Para chegar a eles me associei a DOC DMC-Winelands Portugal, empresa de turismo receptivo em Lisboa conhecida pela excelência de serviços, criada por Susanna Tocca, pioneira em enoturismo em Portugal.

Aos roteiros desenvolvidos por Susanna fui agregando sugestões do que eu mesmo gosto em Portugal (como os campos do Alentejo, na foto acima) e também as preferências de meus leitores, pessoas de bom gosto, e assim chegamos a dois roteiros feitos não para enólogos e especialistas, mas para quem sabe o que é um bom vinho e aprecia um bom prato da melhor culinária portuguesa.

Mas para agradar pessoas que além de comer e beber apreciam também paisagens, aldeias e recantos encantadores; arte, história e arquitetura marcantes e lendas e costumes de identidade territorial e comunitária.

A alguns dos melhores destinos enológicos agreguei alguns dos mais relevantes Patrimônios da Humanidade de Portugal – e tudo isso será apreciado sem correrias – como passeios de tuk-tuk no centro histórico do Porto, abaixo.

Se você está planejando viajar a Portugal este ano e quiser a minha companhia, esta é uma excelente oportunidade. São dois roteiros de 11 dias, em setembro ou outubro, all-inclusive, nos quais vou levar um grupo máximo de 16 pessoas em ônibus ou micro-ônibus de luxo para conhecer 8 vinícolas no Douro, Dão, Évora e Alentejo.

Vamos visitar 8 vinícolas de classe e com identidade territorial, todas com degustação e almoço, uma queijaria na Serra da Estrela (onde vamos conhecer simpáticas cabras como a que fotografei há 2 anos, na foto abaixo), a maior fábrica de cortiça do mundo e uma tanoaria que recupera barris de carvalho – além de passeios e visitas selecionadas em Lisboa e Porto, ao Lago Alqueva no Alentejo (foto acima) e ao vale do rio Douro (foto da abertura).

No roteiro vamos conhecer vários Patrimônios da Humanidade reconhecidos pela Unesco. Um deles começa em Porto (onde poderemos conhecer a Livraria Lello, uma das mais lindas do mundo e que inspirou as historias de Harry Poter, foto abaixo) e termina em Lisboa, e o outro faz o roteiro contrário – sem perda das atrações selecionadas e negociadas para os participantes. Também abaixo uma foto do Mercado Time Out em Lisboa.

Os pacotes incluem a hospedagem em hotéis com identidade e personalidade com, no mínimo 4 estrelas, todos os traslados e toda a parte terrestre; inclui a compra de passagens aéreas com preços especiais já bloqueados na TAP e são all-inclusive (exceto algumas refeições e despesas pessoais). Mas se você quiser utilizar seu programa de fidelidade para comprar as passagens não tem problema.

Vamos conhecer a estação de trem do Pinhão (acima) e duas das vinicolas mais badaladas do Douro (Quinta da Pacheca e a Quinta do Seixo – onde tirei a foto abaixo), e adegas excepcionais como a Casa do Santar, no Dão, a Herdade de João Portugal Ramos em Estremoz, e a internacional Herdade do Esporão em Évora (na foto abaixo, com o enólogo Rui Flores, da adega).

E certamente eu não seria guia de um grupo que não pudesse conhecer o Castelo de Monsaraz, no Alentejo (foto abaixo), um dos mais belos lugares de Portugal e onde – confesso – chorei de emoção quando lá estive pela primeira vez.

Tudo foi planejado em detalhes. Dos dois dias em Lisboa onde vamos visitar a sala de provas da ViniPortugal e explorar a cidade através dos seus miradouros, elétricos e elevadores degustando as melhores iguarias, reservei uma tarde livre para programas pessoais – e vamos sugerir vários, como a visita ao Palácio da Pena, em Sintra, abaixo – ou para relaxar no El Corte Inglês, a enorme e simpática loja de departamentos para você colocar algumas lembrancinhas na mala, a preços convidativos, antes de voltar para o Brasil.

Para manter o padrão profissional e o conforto dos meus convidados e facilitar a comercialização e a operacão do roteiro a partir do Brasil, eu e a Winelands fizemos uma parceiria com a Barbarela Turismo, especialista em Enoturismo em São Paulo, onde a Renata vai atendê-lo (a) com muita atenção e explicar as facilidades de pagamento, uso de cartões de crédito e tudo o mais que você precisar saber.

Assim temos especialistas em todo o processo: no emissivo, no roteiro e no receptivo. Se você gosta do que escrevo e acha que tenho tanto bom gosto quanto você, vem comigo. Vamos conhecer a Portugal que eu amo e degustar algumas das maravilhas daquela terra.

Baixe o programa detalhado aqui http://www.barbarelaturismo.com.br/

Entre em contato com a Renata da Barbarela Turismo aqui: renata@barbarelaturismo.com.br

Se preferir, fale comigo por SMS aqui +55 11 999 743 187                                                    ou por e-mail aqui: rogerio@invinoviajas.com

 
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Enoturismo em Portugal

 

 

Portugal é um país de forte tradição vitivinícola, e a excelente qualidade dos seus vinhos tem reconhecimento em todo o mundo, sendo numerosos os prêmios e distinções conquistados em concursos internacionais. E para os apreciar e conhecer, nada como visitar as regiões onde se produzem, sendo os vinhos um excelente pretexto para descobrir também as paisagens, o património, a cultura e as gentes que aqui vivem.

O Douro e o Alentejo são as regiões onde se concentra o maior número de espaços dedicados ao enoturismo, mas um pouco por todo o país, incluindo o Algarve, há unidades de produção vinícola que recebem visitantes, seja para conhecer as vinhas, a adega, provar os vinhos e, porque não, pernoitar e conhecer a região em redor?

É na região do Alto Douro Vinhateiro, criada em 1756, que se produz o vinho do Porto, desde sempre destinado à exportação. Não admira pois que aqui haja uma tradição secular de receber visitantes e de com eles partilhar o melhor da região. Desde logo a soberba paisagem do vale do Douro, onde o homem construiu socalcos para plantar vinha nas encostas duma região de solos agrestes. Deu lugar a uma paisagem classificada pela Unesco como Património Mundial, povoada de quintas tradicionalmente ligadas ao vinho. Com possível entrada pelo Porto, onde ficam as Caves do Vinho do Porto, uma boa maneira de descobrir a região é a bordo dum cruzeiro, que permitirá visitar alguns dos locais mais emblemáticos ligados á produção dos excelentes vinhos do Douro e do Porto.

A fundação de Portugal começou pelo norte, berço das mais antigas famílias nobres que ajudaram os nossos reis na conquista do território. Por este motivo, no norte, onde se produzem os vinhos verdes, encontramos inúmeros solares e casas senhoriais que, junto com os seus brasões, ostentam a mais aristocrática hospitalidade. Podemos instalar-nos em casas e quintas onde nos esperam provas de vinhos e outras experiências, como a visita a outros elementos do seu património. Nesta região ficam cidades históricas como Braga, Guimarães, Viana do Castelo e muitas outras, no litoral ou no interior, algumas delas à beira de rios que lhes acrescentam frescura e fascínio.

Na região Centro encontramos cidades patrimoniais como Viseu, Coimbra – recentemente incluída na lista do Património Mundial - Aveiro na costa, e ainda outros locais de charme como o Buçaco e termas centenárias. Também encontramos excelentes unidades de Enoturismo, algumas propriedade de antigas caves portuguesas, embora todas elas tenham acompanhado as atuais tendências de produção vínica e disfrutem dos mais modernos métodos de produção. São casas bem apetrechadas, que tiram partido da antiguidade do seu legado histórico, por vezes até com núcleos museológicos.

O Alentejo é uma região fértil em unidades de enoturismo, não fosse esta uma região onde se encontram vários dos principais produtores nacionais e a sua qualidade é apreciada em todo o mundo, tendo sido considerada como a melhor região vinícola do mundo para visitar em 2014 pelos leitores do conceituado jornal americano USA Today.  A vinha corre ao longo de extensas planícies e acompanha olivais e florestas de montado. É nesta paisagem de vastos horizontes que se inserem quintas e herdades produtoras de vinho com créditos firmados também na hospitalidade e na gastronomia por que são conhecidas. Com centro em Évora, outra cidade do Património Mundial que nos deixa encantados pela beleza e placidez do seu casco histórico, também nestas herdades podemos participar nas vindimas e observar as diferentes etapas de elaboração de um vinho. Também destaque especial merece Reguengos de Monsaraz, que em 2015 foi a cidade europeia do vinho e propõe muitas iniciativas a não perder como observações astronómicas com provas de vinhos, colheita de uvas para a criação de um vinho comemorativo, provas temáticas e jantares enogastronómicos.

Do outro lado do Atlântico destaca-se o Vinho Madeira que nos mais variados pontos do globo ganhou fama e prestígio, um verdadeiro “tesouro” que já no século XVIII era apreciado por reis, príncipes, generais e exploradores. Das mais de 30 castas diferentes, são de salientar as mais nobres – Sercial, Boal, Verdelho e Malvasia, este último representando o vinho doce, encorpado de perfume intenso e cor vermelha.  As vinhas, dispostas em socalcos sustentados por paredes de pedra, fazem lembrar escadarias, que nalgumas partes da ilha ligam o mar à serra em paisagens deslumbrantes.

Em suma, existe em Portugal, uma oferta muito qualificada de enoturismo, frequentemente associado ao turismo rural e a hotéis de charme em localizações privilegiadas. Além dos vinhos, podemos desfrutar de outros produtos de produção própria, como os frutos e compotas, queijos, azeites, doçaria artesanal e a própria gastronomia local. Muitas vezes de aspeto tradicional, não nos deixemos enganar pois trata-se de hotéis contemporâneos e de adegas e caves que investiram em avançada tecnologia, algumas com assinatura de reputados arquitetos nacionais.

Fonte: https://www.visitportugal.com/pt

 
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Argentina dá show de bola no Turismo

 

Enquanto o turismo do Brasil come mosca há anos, a Argentina investe no profissionalismo e planejamento do setor

Texto: Fabio Steinberg

RESSURGIMENTO – Argentina desperta para o turismo e o Brasil segue à risca o Hino e “dorme em berço esplêndido”

Alegria de uns, tristeza de outros. Este poderia ser o lema da situação da indústria de turismo do Brasil quando comparada à Argentina. Os dados não mentem: enquanto os hermanos do sul colhem bons resultados por seu trabalho profissional e bem planejado, aqui só nos resta correr atrás do prejuízo.

Tempo perdido

De acordo com a WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo) o Brasil ocupou em 2017 a vergonhosa 117ª posição em um ranking de 185 países. Enquanto isto, o turismo da Argentina ficou em 87% lugar. Nesta categoria, só estamos à frente de nulidades turísticas como a Venezuela – e isto porque o país vive uma triste crise político-econômica.

A pequena Costa Rica soube alavancar a indústria do turismo, que hoje já contribui com quase 13 % do seu PIB

Se considerarmos a participação da indústria do turismo no PIB (Produto Interno Bruto), a Argentina dá banho de desempenho. De acordo com a WTTC, o setor trouxe uma contribuição à economia de 3.7% (direta) e 10.3% (indireta). Aqui, não passou de 2.9% (direta) e 7.9% (indireta). Sem falar nos resultados excepcionais do México, onde o índice chegou a 16%, ou a Costa Rica com quase 13%. Ou a média global, que atingiu 10,4%.


Nada se compara ao México, que com maestra gera com o turismo 16% da renda do país, quando a média mundial é 10.4%

Brasil patina há décadas nos mesmos seis milhões de visitantes internacionais. É menos que os quase 7 milhões de visitantes da Argentina. E isto apesar do país ser menor e mais distante dos grandes centros emissores de turistas.

Brasil X Argentina

O que distingue os dois países neste quesito? Para começo de conversa, os argentinos trabalham com dados confiáveis, mercadoria inexistente ou rara no Brasil. Planejar nestas condições adversas seria como tentar construir um prédio sólido sobre areias movediças.

O segundo fator do nosso fiasco é a falta de seriedade com que a atividade é tratada pelos sucessivos governos. Por exemplo: os Ministros designados para o cargo não são do ramo. Usam a função como trampolim para saltos políticos mais ambiciosos. Mal aprendem onde fica a porta do banheiro da repartição e já abandonam a função por outra coisa melhor para eles.

Na Argentina a conversa é outra. O atual Ministro, o carismático Gustavo Santos, está no cargo desde 2015. Possui diversificada formação acadêmica em Letras, Turismo, Gestão de Empresas e Políticas de Estado. Além disso, vem de bem-sucedida carreira pública em Turismo durante oito anos, exercidos na província de Córdoba.

Um Ministro ativo

Santos esteve no Brasil recentemente para participar da WTM, a mais importante feira internacional de turismo da América Latina. A sua missão foi alavancar um plano de ação para ampliar o número de brasileiros que viajam à Argentina.

A encantadora Buenos Aires é o ponto de entrada de 72% dos brasileiros que visitam a Argentina

Ele não esteve em São Paulo para fazer discursos ou cortar fitas de inauguração de estande, mas sim para colocar as mãos na massa. Chegou munido de informações precisas sobre os brasileiros que entram em seu país. Por exemplo, ele sabia que são quase 1,3 milhão de viajantes vindos de 16 destinos brasileiros. E que 54% desembarcam de avião, 31% por terra e 15% por cruzeiros.  E ainda que 72% entram por Buenos Aires, 8% por Bariloche, e não mais que 1% se destinam a Salta. E por aí vai.

Desfederalização

Gustavo Santos quer mudar isto, em um processo que denomina “desfederalização”. Ou seja, evitar que a maioria das entradas ocorra pela Capital. Quer distribuir as chegadas dos brasileiros através de cinco pontos do país. A meta também é fazer o viajante permanecer mais tempo na Argentina. E também conhecer novos destinos, possível graças à integração entre aeroportos de Buenos Aires, Mendonza, Córdoba, Rosário e Bariloche.

Bariloche durante as temporadas de férias e neve atrai 8% dos brasileiros que vão à Argentina

Assim, ao invés de falar apenas sobre a manjada dupla Buenos Aires & Tango, a bola da vez passou a ser, por exemplo, a ascendente região de Jujuy. Com mais 800 mil visitantes por ano, fica próxima à Bolívia e Chile. Ali se concentram em poucos quilômetros de distância colinas multicoloridas, salinas, desertos, selvas, reservas da biosfera, parques nacionais, sítios arqueológicos, gastronomia e atividades ao ar livre.

Salta e entorno, apesar da natureza mágica e multiplicidade de atrações, é visitada por só 1% dos brasileiros

Lições portenhas

A dinâmica atividade do turismo na Argentina contrasta com o que ocorre no Brasil. Afinal, somos um país de privilegiados recursos naturais, com rica e diversificada cultura, e um povo hospitaleiro. Mas falta priorizar esta indústria como vetor de desenvolvimento. Não é para se ter inveja dos argentinos, mas humildemente aprender a receita do bolo com eles.

Fonte: https://steinberg.com.br


 
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Hospitalidade: mudança e evolução

 

Aviões, hotéis e navios sempre souberam se adaptar aos novos tempos, mas não podem perder o foco na hospitalidade

Texto: Fabio Steinberg

A ESSÊNCIA – seja qual for o tipo ou local da hospitalidade, o que importa é receber e saber servir

Dos anos 50 para cá, a história da hospitalidade é feita de mudanças e evolução. Aviões, hotéis e navios se adaptaram aos tempos e novo perfil dos clientes. Foi graças a esta radical transformação que  viagens e turismo deixou de ser atividade voltada para poucos para se tornar uma das mais prósperas indústrias da economia mundial.

O MUNDO NOS ANOS 50

Década de 50. O mundo respira, aliviado, o fim da 2ª Guerra Mundial. No entanto, as pessoas mal percebem a aproximação de duas novas guerras, menos convencionais. A primeira será comportamental. A outra, tecnológica. Ambas terão o poder de alterar a maneira como os homens vivem, e se relacionam entre si e com o planeta.

ANOS 50 – hospitalidade evolui enquanto o mundo se encanta com Gene Kelly em “Cantando na Chuva”

É nesta época que a televisão chega ao Brasil, a ciência comemora a descoberta do DNA, a vacina da poliomielite, e o lançamento pelos russos do satélite Sputnik. Na mesma década, o Brasil perde a Copa do Mundo para o Uruguai, para ganhá-la oito anos depois.

O rock and roll pega fogo, a bossa nova dá os primeiros passos. Gene Kelly dança no filme “Cantando na Chuva”, Fidel Castro lidera a revolução cubana e a boneca Barbie é inventada.

O mundo, agora em paz, permite que a economia se desenvolva e democratize o turismo, as viagens e a indústria de hospitalidade. É neste cenário que as primeiras companhias aéreas surgem. Nos anos seguintes voar deixará de ser coisa de elite para virar transporte de massa.

AVIAÇÃO COMERCIAL

TEMPOS HERÓICOS – difícil imaginar esta cena de desembarque dos anos 50 nos aeroportos atuais

As primeiras aeronaves, apesar de barulhentos e instáveis, eram confortáveis e luxuosas. Pilotos e atendentes de bordo eram privilegiados e invejados. Pegar avião era ato de coragem, pois segurança de voo ainda não era visto como prioridade. Mas nem mesmo a frequência de acidentes, inúmeras escalas, e o imenso tempo de voo afastaram passageiros. A aviação comercial, enfim, decolou.

“Foi provavelmente a época mais glamorosa, talvez só comparável à era dos dirigíveis”, avalia Adalberto Febeliano, profissional com 25 anos de experiência em aviação e Professor de Economia do Transporte Aéreo.

Para compensar os preços absurdos, a bordo talheres e pratos de alta qualidade e refeições caprichadas faziam parte do glamour. Com álcool liberado, era comum passageiros desembarcarem bêbados. Fumar em voo não só era permitido, como considerado charmoso. Banheiros espaçosos e áreas de convivência substituíam o entretenimento de bordo.

As companhias aéreas passaram a encomendar aeronaves desenhadas para a aviação civil, e não mais usar aviões militares modificados. Primeiro vieram os movidos a hélice. A seguir, os turboélices. Sempre que possível os quadrimotores para garantir se um ou mais deixasse de funcionar no ar.

SALAMALEQUES – com a evolução das companhias aéreas, vale tudo para atrair passageiro

Novas tecnologias viabilizaram jatos com maior autonomia. Nasce em 1958 o 707, primeiro jato de passageiros de sucesso, e que transformou a Boeing na maior fabricante de aviões do mundo. A fuselagem larga (wide body) permitiu o transporte de mais passageiros e carga. A redução de tarifas popularizou o transporte aéreo.

EVOLUÇÃO DOS HOTÉIS

Enquanto isto, a evolução dos hotéis a partir dos anos 50 não é menos fascinante. Com mais gente comprando carros, aumentaram as viagens tanto a trabalho e lazer. Esta nova clientela levou a repensar o modelo de negócios hoteleiro, até então com foco em cassinos.

SOBREVIVENTE – o Copacabana Palace, no Rio, é dos raros exemplares brasileiros da hotelaria  clássica

Este processo também ocorreu no Brasil, mas de forma um pouco diferente. “No pós-guerra, os projetos arquitetônicos trocaram a influência europeia clássica pelo modernismo norte-americano, com linhas limpas, fachadas em concreto, vidro e aço, edifícios altos”, explica Caio Calfat, respeitado consultor em hotelaria.

Com a presença crescente de famílias em viagem, os amenities se adaptaram ao novo hóspede. Surgem kits de costura, secadores de roupa retráteis nos banheiros, shampoos, entre outros agrados. A seguir vieram o minibar, máquinas de gelo e venda de mercadorias, room service e tevê a cores nos quartos.

O pagamento por cartão de crédito só se populariza nos anos 90. Logo depois o boom tecnológico viabiliza reservas pela internet nos sites dos hotéis. Finalmente, aparecem quartos com wi-fi, hoje item indispensável. Desde então, as mordomias se diversificaram, e a cada dia há novidades.

“A evolução da hotelaria proporcionou a segmentação, com a adoção de nova classificação em substituição às antigas estrelas”, explica Caio Calfat. Mas o essencial se mantém: boa cama, ducha, segurança, limpeza.

CRUZEIROS

Com os cruzeiros não foi diferente. De naves sofisticadas de alto luxo  reservadas a poucos, como o Queen Elizabeth 2, o setor se democratizou. Hoje, embarcações de proporções gigantescas como o Harmony of the Seas conseguem embarcar mais de 6 mil passageiros por viagem.

GIGANTE AQUÁTICO – o Harmony of the Seas, maior do mundo, embarca mais de 6 mil passageiros

A indústria de hospitalidade – em terra, ar ou mar – é um organismo vivo em contínua evolução. Como espelho, reflete hábitos, necessidades e interesses do cliente, cada vez mais globalizado e conectado. O desafio é entender e atender as exigências de um hóspede em mutação, e que detém o poder da decisão. Por isto, conquistar sua lealdade tornou-se vital.

WELCOME! – Os mariachis viraram símbolo da ótima receptividade no México

Fonte:  https://steinberg.com.br

 
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Como lidar com a grosseria alheia

 

Texto: Cristina Fernandes

A grosseria, normalmente designada como falta de educação ou má educação, constitui um modo de comportamento alheio que nos pode deixar aborrecidos, entristecidos, até mesmo furiosos. Em alguns casos, este comportamento desadequado pode chegar à agressividade e, por vezes, mesmo ao bullying.

Em contexto profissional, a grosseria consegue influenciar a produtividade, diminuir a colaboração e a solidariedade entre os membros de uma equipa e, portanto, gerar um impacto muito negativo sobre os relacionamentos e sobre o ambiente de trabalho.

Mesmo não existindo soluções milagrosas, creio, pois o comportamento alheio constitui uma variável não controlável e é influenciado por múltiplos fatores, ficam algumas sugestões:

  1. Comporte-se de forma irrepreensivelmente educada, até porque o modo como interage influencia muito o modo como é tratado pelos demais.
  2. Sendo alvo da má educação alheia, principalmente quando tal acontece no local de trabalho e de forma continuada, reaja. Por exemplo, conversando com a pessoa, em privado, e argumentando racionalmente, ouvindo (e tentando compreender) os argumentos da outra parte.
  3. Fique atento ao comportamento futuro dessa pessoa, verificando se houve alguma alteração efetiva, ou não.
  4. Na eventualidade de uma mudança de comportamento ser, de todo, inviável, concentre-se em diminuir ou, de preferência, ignorar o efeito que a grosseria lhe causa (por exemplo, avalie se a rudeza é pontual ou acontece sistematicamente, se constitui um registo de comunicação dessa pessoa para com todos com quem interage ou, especificamente, para consigo).
  5. Peça aconselhamento a alguém da sua confiança, no sentido de o ajudar a lidar com a situação e, eventualmente, a encarar o tema numa perspetiva mais neutra.

A grosseria no comportamento pode advir da insegurança, pode ser uma forma de demonstrar poder sobre os outros, pode ser resultante de stress, de frustração, de incapacidade de lidar com os próprios sentimentos, entre milhares de outros motivos. No extremo, e caso a situação não se altere, pode sempre usar uma “arma” extraordinariamente poderosa: ignorar essa pessoa ou, se tal não for possível, ignorar o seu comportamento. Afinal, as atitudes ficam com quem as pratica…

Fonte: www.cristinafernandes.com

 
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